Há 20 anos automatizando vendas no Brasil
Por QAB em 04 de Junho de 2019
Um pouco sobre o mercado de vending machines

Em 1979, o primeiro Harvard Business Review publicado pelo jovem economista Michael Porter citava o caso dos produtores de refresco que, ao introduzirem as máquinas de auto serviço e as lojas de conveniência como canais de venda alternativos, melhoraram dramaticamente a disponibilidade dos refrescos, se comparados a outros produtos. O artigo representou uma revolução no campo da estratégia e apontou as máquinas, ou vending machines, como exemplo de casos de sucesso ao unirem alguns elementos chave: serem inovadores, práticas e funcionais, economicamente viáveis e atingirem o público certo no momento certo.

Em geral, operadores de vending machines atuam em um segmento lucrativo a curto e médio prazo, são empreendedores individuais e gostam de inovação. Existe uma crescente expectativa no potencial de expansão do mercado brasileiro para os próximos anos. Basta ver os números.

Segundo a Associação Brasileira de Vendas Automáticas - ABVA, em 2018 a Europa contava com mais de 3 milhões de vending machines, sendo 5 milhões no Japão e 3,5 milhões nos EUA. Já o Brasil aparece como um mercado a ser explorado, com cerca de 100 mil máquinas em operação.

A tendência crescente do mercado se explica não apenas em função da redução de encargos trabalhistas. Esta seria uma visão simplista. A expansão de vending machines é motivada pelo maior apelo comercial, pela praticidade e ainda por permitir uma localização estratégica em pontos de alta circulação de pessoas que, muitas vezes, não apresentam capacidade para a instalação de infra estrutura tradicional de comércio, como plataformas de metrôs, passarelas, e outros.

O mercado de vending machines é a expressão do consumo individualizado, do empreendedorismo e da inovação. O acesso às novas tecnologias reduzem os custos dos equipamentos e facilitam as operações automatizadas e a gestão remota. Isto porque a evolução da tecnologia de padronização dos sistemas de leitura para aceitação de cédulas e moedas, sistema MDB, ou Mult Drop Bus, já implementada na maior parte das máquinas novas em utilização no Brasil, se soma aos leitores de dispositivos eletrônicos, como cartões chipados (cartões de crédito) e componentes de validação por telemetria, via celular.

A adoção da telemetria permite maximizar as receitas dos operadores por garantir o controle remoto da demanda e do abastecimento, a detecção do mau funcionamento da máquina e a solução do problema em tempo hábil, em conformidade como o alto grau desejado de confiança e de satisfação do cliente.

As vending machines existentes no mercado nacional são, em sua maioria, importadas. Em função deste fato, o risco associado ao produto tende a ser maior devido a variações do câmbio e das taxas de importação. A certificação das máquinas, em atendimento aos requisitos nacionais de segurança de produtos elétricos e aos critérios de eficiência energética, também representa um alto custo para o importador. 

Por outro lado o país já se consolida no segmento, com uma cadeia de suprimentos ampla, formada por empresas fornecedoras de acessórios e dispositivos para máquinas em geral, além de assistência técnica para peças e partes, representantes de marcas internacionais, produtores e distribuidores de produtos para máquinas e fornecedores de sistemas de pagamento ou aceitação.

NOTA: A QAB é uma empresa moderna e com o foco no cliente. Nascida no Rio de Janeiro em 2000, atua de forma diferenciada na venda de máquinas eletrônicas de refrigerantes e snacks.

Artigo publicado no Linkedin em 04 de junho de 2019.

Link: https://www.linkedin.com/pulse/um-pouco-sobre-o-mercado-de-vending-machines-qab-vending-machines/

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